segunda-feira, janeiro 30, 2012

Miriã Caixêta é entrevistada pelo Jornal 'O Popular'

 Paraíso das Compras
   Por Renato Queiroz

Miami é a base ideal para a multidão de brasileiros que faz do turismo de compras o passatempo favorito no sul da Flórida.


Para quem quer fazer compras e se divertir, South Beach reúne lojas, restaurante e boates
Não é preciso ouvir uma palavra em português para reconhecer um brasileiro na fila do check in do Aeroporto Internacional de Miami. Invariavelmente será aquele que traz consigo as maiores malas, várias caixas, embrulhos improvisados e sacolas estufadas. No rosto, um misto de exaustão com felicidade, após a maratona de compras na terra do Tio Sam.

Exagero? Então vamos aos números: os brasileiros são os estrangeiros que mais gastam no sul da Flórida, cerca de US$ 1,5 bilhão ao ano. Em média, cada turista chega a gastar US$ 5 mil por viagem. Não foi à toa que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu a Flórida para anunciar facilidades para concessão de vistos para brasileiros e chineses. O país pretende agilizar em 40% a capacidade de tramitar vistos em seus consulados no Brasil em 2012.

Mas por que Miami atrai tantos os shopaholics? Fácil entender. Além da relativa proximidade - são aproximadamente oito horas de voo direto partindo de Brasília - a cidade oferece um leque de opções de compras ímpar.
 Quase todas as grifes do mundo têm uma base na região. Para muitos, Miami é considerada um grande shopping disfarçado de cidade.

Além disso é um lugar relativamente seguro, limpo, bem sinalizado, com praia paradisíaca e está a apenas 400 quilômetros de Orlando, outra campeã na preferência dos brasileiros. Comparando com Nova York - outro destino delicioso de compras - Miami tem a vantagem de ter uma rede hoteleira mais barata e de cobrar apenas 7% de taxa de impostos, enquanto Nova York cobra 12%.

Com os bolsos cheios de dinheiro por conta de uma economia próspera, os turistas brasileiros já são tratados como clientes vips. O que mais se escuta por lá é vendedor se virando para tentar falar português. Em grandes lojas de departamentos como a Macy’s (macys.com) - uma em Downtown Miami, outra em South Beach (SoBe, para os íntimos) e a terceira no Dadeland Mall - existem equipes especializadas no atendimento a brasileiros. Levar seu passaporte ao guichê garante cupom de desconto de 10%.

Planejar bem a viagem de compras é sempre uma boa maneira de evitar transtornos. Em Miami, são tantas opções de outlets, shopping centers e lojas arrojadas que é muito fácil o turista de primeira viagem se perder. A única certeza é que há opções tanto para quem busca pechinchas quanto para os consumidores dos produtos de luxo.


Pechinchas são encontradas em lugares como o Dolphin Mall e o Sawgrass Mills. O primeiro fica do ladinho do aeroporto e possui pontas de estoque de marcas como Levi's e Polo Ralph Lauren. Impossível visitá-la sem comprar ao menos uma camisetinha de U$ 20 que por aqui não sai por menos de R$ 300. Os preços, comparados com o absurdo cobrado no Brasil, seduzem.


Já o Sawgrass Mills, que fica a cerca de 50 quilômetros de Miami, nos subúrbios de Fort Lauderdale, é o paraíso de qualquer sacoleiro. Com 350 lojas, é preciso mais de um dia para conhecer o shopping, o segundo lugar mais visitado da Flórida (só perde para o complexo da Disney World). As pontas de estoque de marcas como Ralph Lauren, Diesel, Prada, Gap, Adidas e Nike oferecem descontos de até 60%. Não importa o que estiver procurando (e mesmo que não esteja procurando nada) é bem provável que encontre por lá. Conselho de amigo: sapato confortável, mapa na mão e atenção para as plaquinhas de sale (promoção) e clearance (liquidação).


 O luxo está à disposição de todos (os endinheirados, claro) em lugares como o Bal Harbour Shops, na Avenida Collins, ao norte de Miami Beach. Lá estão algumas das mais renomadas marcas, como Christian Dior, Gucci, Prada, Versace e Tiffany & Co. O lugar é lindo, cheio de bosques e laguinhos, num clima que nem de longe lembra um shopping center. É o lugar onde estrelas como Jennifer Lopez e Shakira costumam fazer compras. Quem sabe rola um papo nos corredores.


 O Village of Merrick Park é outro destino para quem quer e pode pagar muito. São três andares com mais de cem lojas, como Carolina Herrera, Jimmy Choo, Burberry, Diane Von Furstenberg e Gucci. Se o dinheiro não estiver sobrando, mas o turista também não quiser ser confundido com muambeiro, o endereço mais correto é o Aventura Mall, que traz 250 grifes mais acessíveis ao padrão da classe média brasileira.


Quem quiser misturar compras com outros programas turísticos, uma volta na Lincoln Road, em South Beach, compensa e muito. 
A rua mais badalada da cidade traz um mix interessante de lojas como a Apple - para os amantes de tecnologia - com bares, restaurantes e spots super animados, em especial à noite. É nela que fica também a famosa loja da editora alemã Taschen  e a livraria Books and Books. Dá para passar horas no local, folheando livros de várias partes do mundo.

A goiana Miriã Caixêta - orientação a brasileiros em Miami


Apoio-A demanda pelo turismo de compras por brasileiros em Miami é tão grande, que já tem gente especializada em prestar assessoria para os visitantes brazucas. 
É o caso da goiana Miriã Caixêta, autora do blog Destino a Miami.
Nascida em Anápolis, Miriã mora nos Estados Unidos desde 1999.
Quando se mudou para Miami, ficou impressionada com a quantidade de brasileiros nas lojas.

Seguindo o conselho de um amigo, também goiano, comprou uma van para assessorar as sacoleiras brasileiras.
“No início, achei graça da ideia dele e pensei que não daria certo, mas um dia estava em uma loja de departamentos e vi uma brasileira com dificuldades em descobrir o número do sapato que queria comprar (a numeração é diferente da do Brasil). Então me aproximei, ofereci ajuda, e vi que a dica do meu amigo poderia ser muito lucrativa e, ao mesmo tempo, divertida. Resolvi investir no trabalho", conta.

Hoje, os serviços de Miriã vão desde a escolha do hotel ao auxílio com a arrumação das malas na hora de voltar ao Brasil. Para ela, o perfil do público que tem ido a Miami mudou drasticamente nos últimos anos. “Quando comecei meu trabalho, atendia a high society, que não queria se estressar com o trânsito e tão pouco carregar sacolas. Hoje em dia, minha clientela é 70% composta pela classe média brasileira, que graças a Deus, voltou a existir", comemora.
 É essa classe média que tem feito lotar os corredores da cidade que é o paraíso das compras.

Texto extraido do maior Jornal do Estado de Goiás-O Popular- Edição 30/01/12

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